Em menos de 1 mês, vou completar meus 15 anos de idade. E isso está começando a me deixar preocupada. Não por eu querer uma superfesta, nem nada parecido. É que isso me faz lembrar as expectativas da minha família, quando minha prima comemorou essa "grande transição" da vida dela.
Sabe quando todo mundo fica esperando que você faça alguma grande coisa, sem nem saber da sua vontade? Pois é, eu me senti assim naquela época. Porém, até o momento, eles esqueceram da ocasião, e não vieram me falar nada. Ainda.
Desde sempre, eu queria convencer todo mundo de que uma festa pra mim não é o melhor a fazer. Principalmente porque meus pais não se dão muito bem, ainda mais depois do divórcio. Não acho que seria muito conveniente, um ver a família do outro, ficar sorrindo o tempo todo, e fingir que estão felizes com isso tudo. Claro que a minha felicidade tem que ser o centro das atenções, mas eu não sou capaz de lidar com a alegria e o bem-estar de muita gente ao mesmo tempo (e com as irritantes trocas de farpas que viriam depois disso).
Além disso, eu não sou aquela pessoa cheia de bons amigos, bons colegas, ou gente que eu tenho certeza que não vá falar mal da minha roupa ou do quanto eu estou gorda, feia e espalhafatosa enquanto estiver dançando valsa com meu pai. Por mim, eu só ouviria house music se tivesse uma pista de dança. Mas praticamente todo mundo que eu conheço só quer saber do funk pancadão, mesmo.
Sei que possivelmente você (ou algum tradicionalista que vá ler isso daqui a, sei lá, 47 anos por exemplo) queira me aconselhar depois que terminar de ler esse texto, falando que eu poderia me deixar experimentar outros gostos, e arriscar fazer tudo que eu não quero fazer agora. Sem querer ser arrogante, mas eu sinto que esse não é o tipo de conselho que eu preciso (em palavras de menina mimada: Eu vou fazer isso do jeito que eu quero e não há quem me convença do contrário! - eu acho).
Na verdade, eu só queria passar uma semana no exterior, e curtir um pouco sem a companhia das pessoas que passaram todos os dias da minha vida comigo (como se fosse fácil pra uma filha de pais superprotetores, que nunca viajou sozinha, e com a cotação do dólar subindo todo dia). Não queria fazer isso agora, mas só queria um conselho pra acalmar os ímpetos dos meus familiares.
PS: Não foi uma das melhores coisas que eu já escrevi, mas eu queria dar prioridade pro assunto. Prometo que o próximo texto será muito melhor!